Do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho meu bem-querer”. (Mc 1,11)
Esta voz do céu quem a pôde ouvir?
Será que nós temos ouvido para isso? Será que damos ouvido ao céu que está em nós? Quando nós, por primeiros, não nos reconhecemos como filhos? Quando somos nós a recusar esta responsabilidade de filhos?
Ao entrar nas águas do Jordão, ao ser batizado por João, o homem da cruz assumiu esta responsabilidade: ser o Filho. Abraçar o “querer” do Pai e entregar-se por completo nas mãos dEle.
Jesus ouviu a voz do Pai porque o coração dEle estava totalmente em sintonia com esta vontade de amor, sem limites e sem condições. E é somente através dessa sintonia que nós também poderemos ouvir.
Mas aquela voz do céu quem a poderá ouvir?
Sem a disponibilidade a conformar nossa vida ao amor, sem ter esta sintonia com o coração do Pai, qualquer voz que falar será falsa, será engano…
Será mais uma ilusão que se acrescentará para nos impedir de doar a vida, para que tudo da nossa vida se torne sempre mais inútil, fútil e perverso.
Padre André Vascon
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